sábado, 9 de agosto de 2014

ATENDIMENTO


Psicoterapia Breve
Psicoterapia Analítica
Psicoterapia de Casal
Orientação de Pais
Palestras e aulas na área da Psicologia em escolas, igrejas, empresas e grupos
Cursinho Preparatório para Concursos Públicos na área da Psicologia

Local: em São Paulo, na Vila Esperança, próximo ao metrô Guilhermina-Esperança.

Contato: cursinhopsicologia@gmail.com 

Experiência profissional:

Psicóloga concursada na Prefeitura de Itaquaquecetuba: grupos de pais, grupos de adolescentes, grupos socioeducativos, atendimento individual, trabalho em equipe multidisciplinar.

Psicóloga concursada na Prefeitura de Guarulhos:  experiência na área de violência doméstica, no Centro de Referência  em Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica da Prefeitura de Guarulhos, atendimento em Psicoterapia Breve, palestras e trabalho em equipe multidisciplinar.

Aprimoramento Profissional pela Secretaria de Estado da Saúde  no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, em SP.

Especialização em Psicoterapia Breve com o Prof. Dr. Ryad Simon, da USP.

Experiência em cursos preparatórios para concursos públicos na área de psicologia.






sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ALGUNS SINAIS DA DEPRESSÃO


         A depressão, cada vez mais comum hoje em dia, nem sempre é reconhecida de imediato. Conversando com as pessoas, atendendo no consultório e na prefeitura vi que há muita gente que se surpreende quando recebe o diagnóstico de depressão e parece haver ainda muitas dúvidas a respeito.
Para começar, muita gente acha que tristeza é depressão. Pois bem: tristeza é uma coisa e depressão é outra.
A depressão tem graus. Pode ser leve, moderada ou grave. Ela também evolui, pode começar bem leve e ir evoluindo com o passar do tempo. Em todos os graus ela provoca muitos prejuízos de todas as ordens.
A depressão é um bloqueio de sentimentos. A pessoa que tem depressão não vibra com nada, nada tem sabor, não se sente animada com nada. A vida não tem colorido e perdeu seu sentido.
O cansaço e a falta de energia para fazer as coisas do dia a dia é outro sinal da depressão. É um cansaço que não passa de jeito nenhum, nem dormindo, nem viajando, nem tirando férias. O cansaço normal do trabalho é resolvido com uma boa noite de sono, a pessoa se sente renovada e acorda bem disposta.  Na depressão o bloqueio de sentimentos consome energia e a pessoa se sente exaurida e sem ânimo. É comum que a pessoa deprimida acorde bem cedinho.
Quem tem depressão não sente prazer com nada. Não é capaz de apreciar nada, não adianta viajar para lugares lindos, ter muito dinheiro, ter família e amigos, um trabalho invejável, tudo isso é muito bom, porém a pessoa que se encontra deprimida não consegue valorizar e apreciar sua própria vida, muito menos as pequenas coisas do dia a dia. Tudo perdeu o valor, o sabor e o sentido. Uma paciente uma vez me dizia: “... a gente vê nos jornais tanta coisa, gente que perdeu tudo em enchentes, guerras, gente que sofre por tanta coisa, mas que ainda tem ânimo de viver, de lutar, de reconstruir tudo... eu tenho tudo, mas não tenho ânimo nem prazer com nada, os dias são todos iguais e sem graça...”.
Recebi vários encaminhamentos de médicos psiquiatras para tratar pacientes com depressão e me recordo de uma senhora idosa que estava com um quadro depressivo mais grave. Ela me dizia que não tinha vontade de nada, nem de levantar da cama e a psiquiatra que estava cuidando de seu caso indicou que ela fizesse curso de pintura e artesanato. A paciente estava indignada! A pior coisa que se pode fazer a um paciente deprimido é ficar indicando coisas para ele fazer. Quando ele melhorar, vai procurar o que fazer naturalmente.
Muitas pessoas com depressão leve ou moderada trabalham, cuidam da casa e da família, fazem tudo o que é necessário, porém com muito esforço e sofrimento. Coisas que antes faziam com facilidade agora parecem enormes montanhas que têm que escalar. Isso torna o depressivo frustrado consigo mesmo.
Nem sempre a depressão faz uma pessoa ficar apática e quieta num canto. Um constante estado de irritação e insatisfação acompanha o deprimido no seu dia a dia. Ele perde a paciência com coisas e situações que os outros ao seu redor ficam sem entender. Às vezes a irritação e a impaciência constantes são os sinais mais visíveis.
As crianças também podem ter depressão. O que geralmente acontece é que a criança apresenta problemas de comportamento e aprendizagem na escola e as professoras solicitam aos pais que levem a criança ao psicólogo, pois dizem que ela é hiperativa (outro dia escrevo sobre hiperatividade, mas já adianto que o tratamento é feito pelo médico neurologista com medicamento). A criança deprimida também pode ficar irritadiça, brigar com os colegas, não levar desaforo para casa, destruir coisas, não parar quieta, não prestar atenção em nada e mais um monte de coisas. É preciso investigar com cuidado para se fazer um diagnóstico correto.
A depressão traz muitos prejuízos à vida de muita gente, atrapalha o sono e o descanso, atrapalha o trabalho, os relacionamentos, a vida social, pode prejudicar a saúde e a qualidade de vida em geral.
Quem tiver dúvidas sobre depressão ou quiser partilhar um caso pode enviar um e-mail para cursinhopsicologia@gmail.com

Gláucia Maria C. Monteiro
     CRP 06/72480





sábado, 26 de outubro de 2013

NOVO CURSINHO PREPARATÓRIO PARA O CONCURSO DA PREFEITURA DE GUARULHOS NA ÁREA DE PSICOLOGIA

PALESTRA GRATUITA SOBRE O NOVO CONCURSO DA PREFEITURA DE GUARULHOS E CURSINHO PREPARATÓRIO PARA A PROVA NA ÁREA DE PSICOLOGIA.


Muitas pessoas estão me perguntando sobre o novo concurso para psicólogo da Prefeitura de Guarulhos e se vou dar esse cursinho. Sim, vai ter cursinho preparatório.
Vou fazer uma palestra sobre o concurso e também passar todas as informações sobre o cursinho no próximo sábado, dia 02 de novembro de 2013, às 10 horas da manhã, na Rua Ipê 145, no Centro de Guarulhos.
Peço que, quem tem a intenção de comparecer na palestra, me envie um e-mail com seu nome completo, porque só temos 25 vagas.
Quem ainda não tem o edital do concurso, pode me enviar um e-mail que eu mando o edital completo.

Abraço e até sábado!

                               Gláucia Maria C. Monteiro
                                    CRP 06/72480


domingo, 27 de maio de 2012

BLOGS INTERESSANTES QUE RECOMENDO

Deixo aqui a minha dica de blogs para visitar:


refletindofilosofiaehistoria.blogspot.com ( este blog é do professor Atílio, que leciona História e Filosofia na FAAP, em São Paulo );


vozdapsicologia.blogspot.com ( blog do Paulo, meu colega de profissão);


socializandopsicologia.blogspot.com ( blog da Patrícia Lara, que está se graduando em Psicologia na UNG, em Guarulhos );


www.psicologiamsn.com ( site muito legal do Felipe de Souza, meu colega de profissão de Minas Gerais);


carreiraeconhecimento.blogspot.com.br ( blog da área de psicologia em Recursos Humanos, da minha  inteligentíssima e competentíssima colega de graduação Alessandra Crivoi César).




terça-feira, 19 de abril de 2011

PSICOTERAPIA BREVE OPERACIONALIZADA


Simon (1996) propõe uma modalidade de psicoterapia breve que denomina como Psicoterapia Breve Operacionalizada. O diagnóstico baseia-se na Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada EDAO (Simon, 1989), desenvolvida por ele com a finalidade de criar um método de avaliação diagnóstica que permita, com brevidade, fazer um levantamento da população e organizar providências para seu atendimento, conforme a classificação atribuída a cada indivíduo, segundo o critério adaptativo.
 Simon (2005) define adaptação como sendo o conjunto de respostas de um organismo vivo a situações que a cada momento o modificam permitindo a manutenção de sua organização. As soluções que o individuo dá às situações que a vida coloca constituem sua adaptação global. O psicoterapeuta, ao fazer o diagnóstico adaptativo, deve considerar quatro setores que interagem ente si:
Afetivo-relacional: conjunto dos sentimentos, atitudes e ações do sujeito em relação a si mesmo e ao semelhante;
Produtividade: conjunto dos sentimentos, atitudes e ações da pessoa em face ao trabalho, estudo ou qualquer atividade produtiva;
Sócio-cultural: abrange o conjunto de sentimentos, atitudes e ações do indivíduo relativos à organização social, recursos comunitários pressões sociais, bem como aos valores e costumes da cultura em que vive.
Orgânico: compreende o estado geral de saúde da pessoa bem como seus sentimentos, atitudes e ações em relação ao próprio corpo, à higiene, alimentação, etc.

Crise e Situações Emergenciais
A psicoterapia breve está intimamente ligada a situações emergenciais. Simon (1991) acredita que, quando o paciente encontra-se em crise, o interesse total do ego está inundado pelos fatos dolorosos da realidade; dessa forma, este se encontra motivado para sanar ou discutir seus problemas específicos. Nesse momento, a indicação seria um processo de psicoterapia breve e não um processo psicanalítico.
Simon (1989, p. 58) afirma que “o essencial na geração da crise é o fato de o indivíduo se ver frente a uma situação nova e vitalmente transformadora”. O autor faz a classificação etiológica das crises, ou seja, classifica-as de acordo com o fator essencial que lhes deu origem, baseado na concepção de perda ou ameaça de perda, ou aumento de suprimentos básicos, gerando tensão crítica. Segundo ele, pode-se dizer que há crises por perda (ou expectativa), nas quais os sentimentos predominantes são de depressão e culpa, e crises por aquisição (ou expectativa), nas quais os sentimentos predominantes são de insegurança, inferioridade e inadequação. Independentemente de seu aspecto descritivo, de desenvolvimento ou acidental, a crise se deve a aumento ou redução significativa do espaço no universo pessoal. Os fatores precipitadores da crise podem ser internos ou externos, positivos ou negativos e podem aumentar ou diminuir a eficácia adaptativa do indivíduo. Além dos fatores existem os microfatores, ambientais ou internos, positivos ou negativos, e, de seu interjogo com a personalidade do sujeito, resultam, a longo prazo, mudanças paulatinas no sentido do aumento ou da redução da eficácia adaptativa.
Nesses momentos de crise, o indivíduo fica exposto ao perigo e à oportunidade, esta última porque conta com uma maior motivação para mudar e, conseqüentemente, tende a aceitar uma intervenção terapêutica.
O objetivo da intervenção, para Simon, é melhorar a eficácia adaptativa do paciente. Tornar o período de crise em um período de crescimento, ajudando o paciente a encontrar soluções adequadas para ela.

Critérios de Seleção da Psicoterapia Breve Operacionalizada
O modelo de Psicoterapia Breve Operacionalizada, desenvolvida por Simon (1996), não possui critérios de exclusão, a não ser aqueles que querem se conhecer em níveis inconscientes mais amplos. Simon (2005) afirma que, em sua prática tem visto que é possível conciliar a PBO com a psicoterapia psicanalítica. Se o paciente está sendo atendido em psicoterapia psicanalítica e subitamente se vê numa situação de crise adaptativa, o psicoterapeuta pode adotar a técnica da PBO e, após a crise superada, poderá voltar à tarefa da psicoterapia psicanalítica.
Para ele, a escolha do modelo a ser utilizado depende do objetivo escolhido. Se o objetivo é o ‘reajustamento’ (adaptação às variações da realidade, interna ou externa, que exigem do sujeito novas respostas), o modelo imperativo é o pedagógico (desaprender, reaprender), ou seja, a psicoterapia breve.
Bibliografia:
Simon, R.(1989). Psicologia clínica preventiva. São Paulo: EPU.
Simon, R.(1991). Psicanálise e psicoterapia breve. Psicologia/USP, 5 (1), 93- 96.
Simon, R. (1996). Do diagnóstico à psicoterapia breve. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 45 (7), 403-408.
Simon, R. (2000). Psicoterapia psicanalítica ou psicoterapia breve? Trabalho apresentado ao 4º encontro do Curso de Especialização em Psicoterapia Psicanalítica, 7 Out. 2000, Universidade de São Paulo, São Paulo. (12 pp , Mimeo.).
Simon, R. (2005). Psicoterapia Breve Operacionalizada: teoria e técnica. São Paulo: Casa do Psicólogo.